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16/05/2018 - Fonte: Jornal DCI

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Central Nacional Unimed tem lucro e inicia recuperação


Em exclusiva ao DCI, CNU revela ter faturado R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre. Já o resultado operacional atingiu R$ 82,1 milhões, quase o dobro do visto no mesmo período do ano passado

Os investimentos em tecnologia da CNU incluem os instrumentos de comunicação com o consumidor

Os investimentos em tecnologia da CNU incluem os instrumentos de comunicação com o consumidor

Com lucro líquido de R$ 87,5 milhões no primeiro trimestre de 2018, a Central Nacional Unimed (CNU) confirma no período a curva iniciada em 2017 de recuperação do desempenho operacional. No acumulado de 12 meses, finalizados em março, o montante foi de R$ 157,2 milhões.

De janeiro a março, o resultado operacional da companhia foi de R$ 82,1 milhões, quase o dobro do desempenho no mesmo período de 2017. A melhora do indicador tem sido um dos focos da companhia desde que a nova diretoria executiva assumiu em março do ano passado. Em 2017, pela primeira vez em três anos, a companhia teve receita operacional positiva, indo R$ 64 milhões. Em 2016, o prejuízo chegou a R$ 23,3 milhões.

Em entrevista exclusiva ao DCI, o presidente da CNU, Alexandre Ruschi, diz que a meta é continuar o trabalho ao longo de 2018, reduzindo assim a dependência dos resultados financeiros, que caíram 34% no ano passado e 31% no primeiro trimestre, ambos na comparação com o mesmo período do ano anterior. “O setor é muito capitalizado em reservas técnicas, mas houve uma queda na taxa de juros no ano passado. O desafio agora é manter um resultado operacional positivo. Esse foi nosso esforço em 2017 e vamos continuar em 2018. Toda empresa precisa”, comentou ele.

De acordo com o executivo, apesar da perda de aproximadamente 3 milhões de beneficiários no setor ao longo da crise, a companhia conseguiu manter uma certa estabilidade de 1,5 milhão de usuários nos últimos dois anos.

Por ora, ele ainda não vislumbra grandes alterações na adesão, devido à taxa de emprego brasileira ainda estagnada. “Neste ano acredito que teremos um crescimento lateral e não vertical”, destaca.

A meta para 2018 será a continuar a implementação do modelo de atenção integral à saúde, com foco na atenção primária como porta de entrada. Para tal, a companhia deverá criar estruturas de atenção primária em Salvador (BA) e no estado de São Paulo, onde um dos locais mais prováveis é a região do ABC Paulista. “Ainda estamos mapeando, mas devem ser regiões com alta concentração de corporações. Já estamos falando com empresas sobre a possibilidade de passar parte de suas carteiras ao modelo”, diz.

O outro objetivo da companhia para 2018 é avançar em seu processo de modernização. Os aportes vão de softwares de gestão, a projetos de big bata, inteligência artificial e terceirização de sua a estrutura de data center. “Estamos modernizando todo o nosso parque tecnológico e vamos investir cerca de R$ 40 milhões.”

De acordo com os resultados trimestrais da companhia, o faturamento [ingressos e receitas] no primeiro trimestre foi de R$ 1,3 bilhão, alta de 11,6% ante o mesmo período de 2017. Já a sinistralidade ficou em 84,37%, 2,33% inferior ao observado de janeiro a março de 2017. “Os números mostram a proposta da nova gestão de equilibrar os custos assistenciais, combatendo o desperdício, renegociando os contratos e corrigindo os contratos deficitários”, diz.

A CNU é a operadora nacional dos planos de saúde empresariais da marca Unimed e tem 326 associadas. O foco são companhias de atuação nacional com pelo menos 300 vidas. Apenas em São Paulo, Salvador, Brasília e São Luis, a operadora oferece contratos PME (pequenas e médias empresas) e atuam com foco regional. As carteiras destas cidades foram incorporadas após problemas financeiros das mesmas.

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