Existe uma expectativa crescente de que as empresas promovam ambientes mais saudáveis. No entanto, transformar essa expectativa em realidade continua sendo um desafio. Muitas organizações já implementaram programas voltados ao bem-estar, mas ainda enfrentam dificuldades para manter a continuidade, gerar adesão e conectar essas ações à realidade do trabalho. Nesse contexto, as plataformas de bem-estar corporativo ganham destaque. A questão é: como escolher a melhor?
Para decidir, é preciso ir além dos aspectos mais básicos. Isso porque a oferta de conteúdos, campanhas ou benefícios isolados, desconectados da rotina do colaborador, dificilmente sustenta o cuidado a longo prazo. O que vem ganhando espaço são as soluções capazes de reduzir fricções no acesso, orientar o colaborador quando há necessidade de apoio e acompanhar a evolução dos casos.
Neste artigo, vamos apresentar os critérios que diferenciam as soluções de bem-estar entre si e que podem apoiar o processo de seleção do RH. Além disso, destacamos como o Oxy, da epharma, atende às demandas das empresas e dos colaboradores em sua plataforma. Confira!
Por que o bem-estar corporativo é importante para a gestão de riscos
O bem-estar corporativo deixou de ser apenas uma pauta de clima organizacional e passou a se relacionar com riscos operacionais, financeiros e reputacionais. O dado mais visível dessa mudança está no avanço dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais no Brasil. Em 2024, foram concedidos 472.328 benefícios por incapacidade temporária relacionados a essas causas. Em 2025, o número subiu para 546.254, um crescimento de 15,66% em um ano, com os transtornos ansiosos e os episódios depressivos entre os mais frequentes.
Essa pressão não aparece só nos indicadores previdenciários. Ela se desdobra em absenteísmo, presenteísmo, alta rotatividade, perda de produtividade, aumento da sinistralidade e até desgaste da gestão. De acordo com estimativas da consultoria Gallup, em 2024, o baixo engajamento custou US$ 8,9 trilhões à economia global, o equivalente a cerca de 9% do PIB mundial.
No Brasil, esse cenário ganhou ainda mais peso com a inclusão dos fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). A exigência decorre da atualização da NR-1, que atribui às empresas o papel de identificar, avaliar, controlar e acompanhar essas ocorrências.
Outro ponto importante é que o formato esperado para essa resposta já está mais claro. A norma e os materiais orientativos do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforçam que o foco não deve ser a realização de campanhas pontuais, mas a implementação de um processo preventivo, planejado, sistemático e continuado, voltado à gestão dos riscos psicossociais. Ou seja, ações isoladas dificilmente vão gerar o efeito desejado. É por isso que soluções mais estruturadas, como uma plataforma completa de bem-estar corporativa, começam a ser buscadas para complementar os programas instituídos pelas empresas.
Cuidados essenciais ao comparar plataformas de bem-estar organizacional
Um erro comum na escolha de plataformas de bem-estar corporativo é comparar as soluções apenas pela quantidade de funcionalidades disponíveis. Esse tipo de análise pode levar a decisões equivocadas, porque coloca no mesmo nível recursos que têm pesos muito diferentes na experiência do colaborador e nos resultados para a empresa. Ter muitos conteúdos, descontos ou serviços listados não significa, por si só, que a plataforma seja capaz de sustentar cuidado, reduzir riscos ou apoiar a gestão de forma consistente.
De forma geral, essas soluções costumam se dividir em três níveis de maturidade. No primeiro, estão as plataformas centradas em conteúdo e benefícios avulsos. Elas oferecem aulas, trilhas, dicas, campanhas e descontos, o que pode ser útil para educar e garantir um contato inicial com o assunto, mas tende a entregar pouco quando o objetivo é cuidado estruturado.
No segundo nível, aparecem as plataformas que já combinam recursos digitais com atendimento humano, como teleatendimentos, acesso a especialistas e, em alguns casos, triagens. O principal problema é que pode haver baixa integração entre as etapas. Nesse caso, o colaborador até consegue acessar o serviço, mas o acompanhamento contínuo se perde.
No último nível, o mais maduro, a plataforma funciona como uma estrutura integrada de cuidado. Isso significa combinar prevenção, acesso a profissionais, encaminhamento, acompanhamento e gestão da adesão, além de dados e governança para apoiar decisões dos gestores (sem expor informações individuais). É esse modelo que mais se aproxima de uma lógica de cuidado contínuo, na qual a solução não apenas oferece pontos de contato, mas organiza a jornada, para que o usuário não se perca no meio do caminho.
O que analisar ao escolher uma plataforma de bem-estar corporativo
Para o RH, a questão fundamental é entender como a solução funciona quando o colaborador precisa de apoio e como essa jornada se sustenta durante todo o tempo necessário.
1. Avalie a jornada de cuidado
Um erro comum é enxergar a plataforma como um conjunto de recursos desconectados: teleatendimento, trilhas de conteúdo, especialistas, programas, descontos. Isso pode até dar uma sensação de entrega de valor, mas não garante que a experiência faça sentido para quem usa.
O que o RH precisa verificar é se existe uma sequência coerente entre as etapas de atendimento. Um fluxo bem estruturado funciona como uma jornada de cuidado, abrangendo identificação de necessidade, recomendação de ações, acesso a recursos e acompanhamento.
2. Observe se a experiência do usuário favorece a adesão
Uma boa experiência do usuário é a que reduz atrito. Isso começa no onboarding, com cadastro simples, linguagem clara, acessibilidade e um caminho intuitivo até a primeira ação. Continua no uso recorrente dos recursos, com interações que se encaixam na rotina de trabalho, sem exigir esforço excessivo ou um tempo que o colaborador dificilmente terá.
Ao avaliar a plataforma, o RH deve observar se ela foi desenhada para facilitar o acesso aos serviços, de forma contínua e consistente. Ou seja, não basta ter um bom design, é essencial que o sistema como um todo facilite o uso.
3. Analise o nível de integração com a gestão corporativa
A fragmentação da jornada é um dos principais obstáculos à adesão aos programas de bem-estar. Por isso, vale avaliar se a plataforma consegue se integrar a processos já existentes na empresa, a políticas de saúde e segurança e ao ecossistema de benefícios corporativos. A solução precisa permitir uma experiência mais fluida para o usuário e, ao mesmo tempo, oferecer uma visão gerencial agregada para o RH, com dados de adesão, uso e tendências.
5. Verifique critérios de governança e proteção de dados
Informações individuais de saúde são classificadas como dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que impõe restrições de uso, bases legais específicas e exigências mais rigorosas quanto à segurança, finalidade e controle de acesso. Na prática, o RH precisa analisar pelo menos três pontos:
- Natureza dos dados tratados e os limites de acesso corporativo. A plataforma deve deixar claro quais informações coleta, para que as utiliza, quem pode acessá-las e sob quais condições.
- Aderência aos princípios da LGPD. A solução deve contemplar todos os pilares da proteção de dados, como necessidade, transparência, segurança e prestação de contas. Além disso, é essencial demonstrar o uso adequado da base legal adotada para utilização dos dados.
- Cadeia técnica e contratual de armazenamento e processamento. É fundamental saber onde essas informações ficam, quais mecanismos regulatórios apoiam esse fluxo e como a empresa garante segurança ao longo da cadeia.
6. Considere a continuidade do cuidado
A continuidade pressupõe um acompanhamento do paciente. Isso implica ir além das mensagens genéricas de incentivo e, muitas vezes, até contar com equipe multidisciplinar para garantir que as demandas do colaborador sejam avaliadas pelos especialistas certos. É preciso garantir, ainda, um olhar para o cuidado integral, o que aumenta a efetividade das ações.
Outro ponto é a adesão. A plataforma deve oferecer recursos que auxiliem o usuário a comparecer aos atendimentos, seguir orientações, manter o tratamento, quando necessário, e ainda sustentar mudanças de hábitos no decorrer do tempo.
Por que o Oxy é uma opção mais completa para o bem-estar corporativo
O Oxy é uma solução corporativa de bem-estar desenvolvida pela epharma, que combina, em uma única plataforma, recursos de prevenção, acesso ao cuidado, apoio à adesão e dados estratégicos para gestão. A proposta é funcionar como um ecossistema integrado, em que diferentes frentes, envolvendo conteúdos, orientação profissional e benefícios relacionados à saúde, operam de forma conectada. Descubra os diferenciais oferecidos pelo Oxy.
- Integração entre prevenção, educação e cuidado
A solução combina conteúdos, programas e iniciativas corporativas (como ações de SIPAT) com acesso a serviços de saúde. Isso permite que a plataforma atue na promoção de bem-estar e no apoio a demandas já existentes, sem separar essas frentes em experiências distintas.
- Acesso a profissionais com suporte orientado
O Oxy inclui orientação psicológica e acesso a especialistas, como nutricionistas e farmacêuticos. Esse modelo amplia o nível de suporte disponível e tende a reduzir a dependência de jornadas totalmente autônomas, que costumam apresentar maior taxa de abandono.
- Estrutura voltada à continuidade do cuidado
A proposta da solução considera a necessidade de acompanhar o usuário ao longo do tempo, e não apenas viabilizar o primeiro acesso. Isso se reflete na conexão entre serviços, no suporte à navegação e na lógica de acompanhamento das demandas.
- Foco em acesso ao tratamento e aderência
Um dos pontos centrais do Oxy é reduzir barreiras entre o colaborador e o tratamento prescrito. A solução oferece crédito mensal para compra de medicamentos, rede de farmácias credenciadas, descontos e autorização da receita pelo app Oxy by epharma, além de diferentes jornadas de compra — físicas e digitais — para adequar o uso do benefício à rotina do beneficiário. Com isso, a plataforma favorece a aderência ao tratamento e a continuidade do cuidado, fatores decisivos para que programas de saúde corporativa gerem resultados consistentes.
- Inteligência de dados para a gestão do RH
A plataforma disponibiliza indicadores agregados de utilização, perfil e comportamento de uso, permitindo que a empresa acompanhe tendências e identifique pontos de atenção. Esse modelo de inteligência em saúde corporativa atende às necessidades da gestão sem expor dados clínicos individuais, garantindo uma estrutura alinhada às exigências da LGPD.
No fim das contas, escolher uma plataforma de bem-estar corporativo é também definir como a empresa quer cuidar das pessoas no dia a dia. Mais do que ampliar benefícios, essa decisão ajuda a dar consistência às ações do RH e a conectar iniciativas que, muitas vezes, ficam dispersas. Em um cenário de maior atenção à saúde e ao ambiente de trabalho, contar com uma estrutura que organize esse cuidado tende a facilitar a experiência do colaborador e a gestão desse tema na empresa.
Ao reunir cuidado, adesão e inteligência de dados em uma única plataforma de bem-estar corporativo, o Oxy se destaca como um apoio estruturado para o RH. Acesse nosso site e saiba como essa solução funciona na prática.


















