Fevereiro costuma ser lembrado como o mês do Carnaval, porém, no calendário da saúde, carrega cores e significados importantes. A campanha Fevereiro Roxo e Laranja une duas frentes de conscientização com um propósito único: alertar sobre a importância do diagnóstico precoce de doenças como lúpus, fibromialgia, Alzheimer e leucemia, promovendo a qualidade de vida dos pacientes.
Neste artigo, vamos desmistificar essas condições e mostrar como a informação pode ser uma poderosa aliada na promoção da saúde.
O que é Fevereiro Roxo e Laranja
Fevereiro Roxo e Laranja é uma campanha de conscientização que destaca a relevância do diagnóstico precoce e do tratamento de doenças específicas. As cores representam:
- Roxo – lúpus, fibromialgia e Alzheimer;
- Laranja – leucemia.
As ações da campanha têm o objetivo de orientar o público geral sobre a importância de reconhecer sinais, procurar avaliação médica e entender que, mesmo quando não existe cura, há alternativas para o cuidado.
Como surgiu a campanha Fevereiro Roxo e Laranja
No Brasil, o Fevereiro Roxo foi criado em 2014, tendo como foco lúpus, fibromialgia e Alzheimer, e com o apoio da Sociedade Brasileira de Clínicas Médicas (SBCM).
Já o Fevereiro Laranja surgiu como uma iniciativa de conscientização sobre a leucemia, reforçando também a doação de medula óssea como um fator de peso para o sucesso do tratamento. Embora não haja uma data oficial de lançamento da campanha, iniciativas mais estruturadas começaram a ser divulgadas entre os anos de 2020 e 2022.
Fevereiro Roxo: doenças relacionadas
Lúpus, Alzheimer e fibromialgia são condições bem diferentes entre si. Ainda assim, têm alguns pontos em comum: sintomas que podem ser subestimados, necessidade de acompanhamento e, muitas vezes, um plano de cuidado que envolve mudança de hábitos, consultas mais frequentes com o médico e tratamento contínuo.
A seguir, vamos explorar cada uma das condições de maneira mais aprofundada.
Alzheimer
No Brasil, cerca de 8,5% das pessoas com 60 anos ou mais apresentam demência, o que corresponde a aproximadamente 1,8 milhão de casos. Muitos estão relacionados à doença de Alzheimer, uma das principais causas desse quadro clínico. O Alzheimer é uma condição que evolui progressivamente, comprometendo memória, autonomia e comportamento.
Sintomas mais comuns do Alzheimer
Os sinais mais comuns de Alzheimer incluem:
– maior esforço para realizar tarefas que antes eram simples (sintoma que se agrava conforme avança o quadro).
– esquecimento de fatos recentes (e repetição de perguntas);
– dificuldade de se orientar no tempo e no espaço;
– falhas de linguagem, como dificuldade para encontrar palavras;
– alterações de humor, irritabilidade ou apatia;
Diagnóstico e tratamento do Alzheimer
O diagnóstico do Alzheimer envolve avaliação clínica, histórico do paciente e testes cognitivos. Exames complementares podem ser solicitados para descartar outras causas e apoiar a investigação.
O tratamento combina estratégias não medicamentosas, como mudanças de rotina, adaptações no ambiente, suporte ao cuidador e estímulos cognitivos. Quando necessário, medicamentos são prescritos, seguindo protocolos clínicos. Atualmente, o SUS oferece diretrizes específicas para o tratamento da doença.
Mitos sobre o Alzheimer
É um mito que a perda acentuada de memória seja uma consequência inevitável do envelhecimento. Ainda que com o passar dos anos a velocidade de processamento das informações possa se reduzir, perder a capacidade de gerenciar a própria rotina ou esquecer fatos importantes e recentes não faz parte do processo de envelhecimento saudável.
Lapsos de memória que começam a interferir na autonomia não devem ser normalizados como “coisas da idade”. É preciso encará-los como sinais de alerta e passar por avaliação médica para diferenciar o desgaste natural de condições neurológicas que demandam tratamento.
Lúpus
O lúpus é uma doença autoimune inflamatória, caracterizada por uma reação do próprio sistema imunológico, que passa a atacar estruturas como pele, articulações, rins e outros órgãos.Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, estima-se que entre 150 mil e 300 mil brasileiros convivam com a doença.
Sintomas mais comuns do lúpus
Os sintomas podem ir e voltar, pois a doença tem fases de atividade e remissão. Os sinais também variam bastante de uma pessoa para outra. Entre os mais citados estão:
- lesões de pele, incluindo manchas no rosto (em “asa de borboleta”) e sensibilidade ao sol;
- cansaço intenso, fraqueza, febre baixa ou mal-estar;
- dor e inchaço nas articulações, especialmente nas mãos;
alterações no sangue (como anemia ou queda de plaquetas) e inflamação nos rins.
Diagnóstico e tratamento do lúpus
A investigação costuma incluir anamnese e exame físico detalhados, além de testes laboratoriais solicitados pelo médico, de acordo com o quadro clínico. Esses exames ajudam a detectar a presença de autoanticorpos e a avaliar o impacto nos órgãos que normalmente são afetados, como os rins.
O tratamento depende da gravidade e das manifestações clínicas. As opções terapêuticas incluem:
- antimaláricos (como cloroquina/hidroxicloroquina);
- glicocorticoides;
- imunossupressores ou imunomoduladores, indicados conforme a necessidade e sempre com acompanhamento médico.
Mitos sobre o lúpus
É um erro acreditar que o lúpus seja contagioso. A doença é autoimune, causada por um desequilíbrio interno do próprio organismo, e não por agentes infecciosos, como vírus ou bactérias. Portanto, não há risco algum de transmissão, o que permite o convívio social pleno e seguro do paciente em tratamento com os demais.
O lúpus também não é um tipo de câncer, como algumas pessoas acreditam. A confusão existe porque determinados tratamentos para a doença usam medicamentos similares aos da quimioterapia. No entanto, são quadros clínicos diversos.
Fibromialgia
A fibromialgia é uma condição crônica que afeta cerca de 3% da população brasileira e compromete de maneira significativa a qualidade de vida, impactando sono, energia, humor e cognição.
Além disso, é comum que o quadro clínico provoque dores por todo o corpo sem causa aparente. Essa falta de conhecimento sobre a doença pode levar ao preconceito, principalmente por parte de quem ignora suas características específicas.
Sintomas mais comuns da fibromialgia
Os sintomas mais frequentemente relatados por pacientes com fibromialgia são:
- dor no corpo todo, atingindo músculos e tendões, por mais de 3 meses;
- fadiga e sensação de “cansaço que não passa”;
- sono não reparador e distúrbios do sono;
- alterações de memória e atenção, popularmente conhecidas como “nevoeiro mental”;
- ansiedade e/ou sintomas depressivos associados.
Diagnóstico e tratamento da fibromialgia
O diagnóstico é clínico, feito com base na história do paciente e em exame físico minucioso. Avaliações complementares podem ser solicitadas não para confirmar a fibromialgia, mas para afastar outras causas de dor.
O tratamento costuma envolver uma combinação de estratégias. As diretrizes clínicas reforçam a importância de medidas não farmacológicas, com ênfase na prática da atividade física orientada, que contribui para o alívio dos sintomas.
Mitos sobre a fibromialgia
Um dos equívocos mais comuns sobre a fibromialgia é associá-la a um tipo de artrite. No entanto, ao contrário das doenças reumáticas, que causam processos inflamatórios e danos aos músculos, tecidos, articulações ou órgãos, a fibromialgia não provoca nenhum tipo de inflamação ou lesão física.
Outro mito recorrente é o de que a fibromialgia pode ser curada. Embora seja possível controlar seus efeitos para que não avancem ao longo dos anos, não se descobriu uma cura definitiva. A verdade é que a medicina ainda não compreende todas as causas e consequências da doença e, por isso, o tratamento é limitado, concentrando-se principalmente no alívio dos sintomas.
Fevereiro Laranja: doença relacionada
O Fevereiro Laranja chama a atenção da população para a leucemia, um grupo de cânceres que afetam as células do sangue e, frequentemente, a medula óssea. Estimativas do INCA indicam cerca de 11.540 novos casos por ano no Brasil no triênio 2023–2025.
Leucemia
Existem mais de 12 tipos de leucemia, classificados como agudos (de evolução rápida) e crônicos (de evolução lenta). A doença leva a uma produção descontrolada de glóbulos brancos doentes na medula óssea, que se acumulam e comprometem a produção de células sanguíneas normais.
Sintomas mais comuns da leucemia
Os sintomas da leucemia podem ser confundidos com os de outras condições, mas alguns sinais merecem atenção, especialmente quando persistem:
- cansaço, palidez e fraqueza, associados à anemia;
- febre ou infecções recorrentes;
- manchas roxas, sangramentos (no nariz ou nas gengivas) ou pontos vermelhos na pele;
- ínguas (gânglios aumentados) e suores noturnos;
- dores nos ossos e desconforto abdominal, causados pelo aumento do baço ou do fígado.
Diagnóstico e tratamento da leucemia
A suspeita pode ser despertada por um simples hemograma alterado. Mas a confirmação do diagnóstico é feita por meio do mielograma, um exame que avalia a medula óssea.
O tratamento varia de acordo com o subtipo da doença e pode incluir quimioterapia, imunoterapia e, em casos específicos, o transplante de medula. A rapidez para iniciar o tratamento faz toda a diferença, especialmente nas leucemias agudas, em que a intervenção imediata aumenta consideravelmente as chances de cura ou controle.
Mitos sobre a leucemia
Ainda existem muitas crenças equivocadas sobre a leucemia, como a ideia de que ela sempre se manifesta como uma condição avançada da anemia. Em geral, a anemia é apenas um sintoma da leucemia e não um fator de risco para o desenvolvimento desse tipo de câncer.
Outra ideia incorreta é acreditar que apenas a exposição a produtos químicos, como benzeno e formaldeído, causa leucemia. Embora esse contato represente um risco, outros fatores também podem contribuir, como síndromes hereditárias, tabagismo e predisposições genéticas. Além disso, muitos casos de leucemia ainda têm origem desconhecida.
De qualquer forma, durante o tratamento, é importante manter os exames em dia, seguir as orientações médicas, adotar hábitos saudáveis e evitar agentes nocivos sempre que possível.
O que essas quatro doenças têm em comum?
Lúpus, Alzheimer, fibromialgia e leucemia são condições de saúde complexas, que exigem uma boa organização para o cuidado.
O diagnóstico de uma condição crônica ou grave traz desafios que vão muito além da consulta médica. É preciso ajustar a rotina, equilibrar o orçamento e encontrar suporte abrangente para o bem-estar físico e mental do paciente e de seus familiares.
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